A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou novos desdobramentos após laudos da perícia técnico-científica de São Paulo. Os exames descartaram que a vítima estivesse grávida ou sob efeito de substâncias, mas revelaram a presença de sangue em diferentes cômodos do imóvel.
O caso ocorreu na região do Brás, em São Paulo, onde Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento em que vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após surgirem inconsistências.
Detalhes são revelados pelos laudos
Os laudos apontaram elementos que levantaram dúvidas sobre a versão inicial, incluindo a ausência de resíduos de pólvora nas mãos da vítima e a trajetória do disparo. Além disso, lesões no corpo indicam possíveis sinais de agressão antes do tiro.
Outro ponto que chamou atenção foi o intervalo de tempo entre o barulho do disparo, ouvido por uma vizinha, e o acionamento do socorro. A diferença de cerca de 30 minutos passou a ser analisada pelos investigadores como possível fator relevante para o esclarecimento do caso.
Polícia Civil ainda não concluiu inqúerito
A Polícia Civil aguarda novos resultados periciais para concluir o inquérito. Enquanto isso, o caso segue sendo tratado com duas hipóteses principais: suicídio ou feminicídio, aumentando a pressão por respostas definitivas. A defesa do tenente-coronel Rosa Neto nega que ele tenha cometido crime.
