A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça, na terça-feira (17), a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde vivia, na região do Brás. O pedido ocorre após o avanço das investigações e a inclusão de novos laudos periciais no inquérito.
Até o momento, o Poder Judiciário ainda não havia se manifestado sobre a solicitação de prisão. A medida foi tomada após a Polícia Técnico-Científica anexar ao processo uma série de exames considerados fundamentais para esclarecer as circunstâncias da morte, inicialmente tratada como suicídio, mas posteriormente reclassificada como morte suspeita.
Laudos periciais
Os documentos periciais trouxeram informações relevantes para o caso. Entre os pontos confirmados, está o fato de que Gisele não estava grávida e também não havia sido dopada antes do ocorrido. No entanto, os laudos também revelaram a presença de manchas de sangue em diferentes cômodos do apartamento, o que levantou dúvidas sobre a dinâmica apresentada inicialmente.
A investigação aponta inconsistências que seguem sendo analisadas pelas autoridades. A delegacia responsável aguarda a conclusão de exames complementares do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística, que devem ajudar a esclarecer como o disparo ocorreu e se houve participação de terceiros no caso.
Investigação da morte
Com o andamento das apurações, o caso ganha contornos mais complexos e segue sob forte atenção. A expectativa é que os próximos laudos e decisões judiciais tragam respostas mais definitivas sobre a morte da policial, enquanto a linha investigativa mantém abertas as hipóteses de suicídio ou feminicídio.
