Caso Gisele: Polícia Civil solicita prisão de tenente-coronel; laudo revela se PM estava grávida

Exames indicam que Gisele Alves Santana desmaiou antes do disparo; marido é investigado após perícia apontar ferimentos na PM.

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A Polícia Civil de São Paulo formalizou, nesta terça-feira (17), o pedido de prisão do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ele é investigado em relação ao caso da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, que faleceu devido a um disparo na região craniana no mês passado.

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A solicitação foi encaminhada à Justiça após a inclusão de novos laudos periciais ao inquérito, elaborados pela Polícia Técnico-Científica, que trouxeram elementos inéditos sobre a dinâmica do ocorrido no apartamento do casal, localizado no Brás. Até o momento, o Poder Judiciário não proferiu decisão sobre o requerimento das autoridades policiais.

Polícia pede prisão após resultado de laudos

Após a exumação do corpo da vítima, o exame necroscópico identificou lesões na face e no pescoço da policial. De acordo com a análise dos peritos, existem indícios técnicos de que Gisele teria desmaiado antes de ser atingida pelo disparo fatal e não apresentou reações de defesa.

O documento oficial descreve que tais ferimentos eram “contundentes” e produzidos “por meio de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal“. Embora o exame toxicológico não tenha detectado a presença de entorpecentes ou álcool no organismo da soldado, a perícia localizou manchas de sangue da vítima espalhadas por outros cômodos da residência onde ela foi encontrada sem vida. O laudo informou, ainda, que Gisele não estaria grávida na ocasião de sua morte.

Andamento do inquérito e aguardo de decisão judicial

O caso, inicialmente registrado como ato em que a vítima tirou a própria vida, teve sua natureza alterada para morte suspeita após contestações da família de Gisele e análise preliminar dos fatos. O pedido de prisão conta com o aval do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A delegacia responsável aguarda resultados complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) para finalizar o inquérito e esclarecer totalmente a dinâmica dos fatos, enquanto a defesa do tenente-coronel ainda não se manifestou publicamente sobre o conteúdo dos novos laudos periciais anexados ao processo.