O Santos oficializou nesta quinta-feira a contratação de Cuca como novo treinador da equipe, com vínculo firmado até o final da temporada. O profissional de 62 anos chega para substituir o argentino Juan Pablo Vojvoda, desligado do cargo após o revés diante do Internacional pelo Campeonato Brasileiro. A nova comissão técnica contará também com o auxiliar Cuquinha e o preparador físico Omar Feitosa, que iniciam os trabalhos visando a recuperação do time na competição nacional e a sequência do calendário esportivo de 2026.
A negociação com o experiente técnico avançou de maneira célere logo após a saída do antigo comandante. A diretoria do clube agiu com rapidez com o intuito de ter o novo profissional à beira do campo já no confronto contra o Cruzeiro, marcado para este domingo, às 16h, no Mineirão, pela oitava rodada do torneio. A gestão vê no retorno do treinador uma alternativa objetiva, buscando alguém capaz de absorver a pressão imediata e que chegaria “sabendo o que fazer”, sem a necessidade de um longo período de adaptação ao ambiente do clube.
Gestão e repercussão interna
A alta cúpula santista reconhece que a escolha pode provocar reações adversas entre os torcedores devido à condenação do técnico na Suíça, em 1989, envolvendo um ato com uma menor de idade. Internamente, a avaliação é de que a situação foi amenizada após o pronunciamento feito pelo profissional durante sua passagem pelo Athletico-PR e pelo trabalho subsequente no Atlético-MG. O presidente Marcelo Teixeira, que já havia flertado com o retorno do técnico em momentos anteriores, optou pela contratação após as demissões de Fábio Carille, Pedro Caixinha, Cleber Xavier e Vojvoda desde o início de seu mandato em janeiro de 2024.
Esta marca a quarta passagem do comandante pela Vila Belmiro. A primeira ocorreu em 2008, também sob a gestão de Teixeira, mas durou apenas 14 partidas e não evitou a permanência do time na zona de rebaixamento naquele momento. O retorno aconteceu em 2018, na administração de José Carlos Peres, quando assumiu a equipe em situação delicada na tabela. Naquela ocasião, obteve dez vitórias em 27 jogos e encerrou o campeonato na décima posição, mas não seguiu para a temporada seguinte devido a problemas cardiológicos que exigiram cuidados médicos.
Última passagem e vice-campeonato
A trajetória mais recente do treinador no clube ocorreu na temporada de 2020, quando substituiu o português Jesualdo Ferreira. Durante esse período, a equipe disputou 44 partidas e alcançou a final da Conmebol Libertadores, terminando como vice-campeã após a decisão contra o Palmeiras. Ao final daquele ciclo, o técnico optou por não renovar o vínculo e deixou o cargo na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, entregando o time com a classificação garantida para a fase preliminar da competição continental.
