Filha de 7 anos da PM estava abalada com as atitudes de tenente-coronel: ‘Gritos do padrasto’

Menina de 7 anos teria demonstrado vontade de não voltar para a casa onde moravam mãe e padrasto.

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A investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana ganhou um novo elemento após o depoimento envolvendo a filha da vítima. O relato da criança passou a integrar o inquérito que apura o caso ocorrido na região do Brás, em São Paulo.

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De acordo com informações apresentadas pela família, a menina, de 7 anos, teria demonstrado forte abalo emocional um dia antes do crime. Após sair do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, ela chegou à casa dos avós chorando e pedindo para não retornar ao local.

Filha de Gisele estava muito abalada

O depoimento foi registrado pela avó materna da criança, que detalhou a situação às autoridades. “Na terça-feira (17/2/2026), o pai de sua neta a buscou na casa de Gisele e a levou para sua casa”, diz trecho do texto registrado pela polícia.

“A criança teria chegado à casa dos avós muito abalada, chorando muito, pedindo para não voltar para a casa, pois disse que não aguentava mais as brigas de Geraldo com a mãe e os gritos do padrasto”, disse.

Ambiente familiar tinha tensão antes da morte de Gisele

Ainda segundo o relato, o ambiente dentro da residência era marcado por tensão constante, com episódios de conflitos e comportamentos considerados agressivos. A mãe da vítima também mencionou que a filha relatava episódios frequentes de pressão psicológica.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, enquanto a Corregedoria da Polícia Militar também acompanha os desdobramentos. A versão apresentada pelo marido, de que houve suicídio, continua sendo analisada pelas autoridades diante dos novos elementos incluídos no inquérito.