Caso Gisele – Tenente-coronel não vai ao velório da esposa e revela motivo: ‘Eu temo…’

Militar diz que não compareceu por medo e afirma que está sendo ameaçado; caso da morte de Gisele segue em investigação na Justiça.

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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, não compareceu ao velório da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta em fevereiro deste ano. Segundo documento da Polícia Civil, ele afirmou que, desde o dia da morte, não voltou a ver o corpo da vítima.

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De acordo com o depoimento, o militar alegou que decidiu não comparecer à despedida por temer pela própria segurança. Ele também relatou que vem sendo alvo de ameaças desde que o caso ganhou repercussão.

Versão do militar é apresentada em depoimento

Em interrogatório realizado na última quinta-feira (19), o tenente-coronel detalhou os motivos de sua ausência e disse que estava sem proteção no momento. Ao justificar a decisão, afirmou: “Eu estou desarmado, eu temo pela minha vida”.

Ainda durante o depoimento, o militar declarou que evitou contato com os pais de Gisele, decisão que, segundo ele, teria sido tomada com base em orientações recebidas após o ocorrido.

Investigação reúne provas e contradições

O caso teve início no dia 18 de fevereiro, quando Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Inicialmente tratado como suicídio, o episódio passou a ser investigado como feminicídio qualificado e fraude processual após novos elementos surgirem. De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, há indícios que afastam a hipótese inicial. Entre eles estão contradições no depoimento do militar, sinais de possível alteração na cena e evidências de violência antes da morte.

Laudos periciais apontam que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em trajetória considerada incompatível com um ato voluntário. Também foram identificadas lesões no rosto e no pescoço, além de hematomas que sugerem agressões anteriores ao tiro. O tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde o dia 18 de março. Ele foi indiciado e se tornou réu por feminicídio e fraude processual. O caso segue em andamento na Justiça, com análise de provas, depoimentos e laudos periciais.