Após mudança em depoimento de tenente-coronel, polícia investiga se PM Gisele sofreu abuso antes da morte

Gisele Alves Santana foi encontrada morta pelo tenente-coronel, mas perícia afastou possibilidade de ela ter tirado a própria vida.

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A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana ganhou um novo desdobramento com a apuração sobre uma possível relação íntima ocorrida antes do crime. O principal suspeito, o tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, afirmou que teve um último encontro com a esposa na véspera da morte, versão que agora é analisada pela Polícia Civil.

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Exames periciais identificaram a presença de espermatozoides no corpo da vítima, indicando relação recente. Diante disso, os investigadores passaram a apurar se o ato foi consensual, incluindo a análise de material genético que ainda aguarda conclusão e pode ser determinante para o caso.

Declaração de tenente-coronel mudou

A versão apresentada pelo suspeito sofreu alterações ao longo da investigação. Inicialmente, ele afirmou que não mantinha mais relação com a esposa, mas depois mudou o depoimento e passou a sustentar que os dois decidiram ter um último momento juntos antes da separação.

Apesar disso, os laudos periciais apontam um cenário incompatível com a hipótese de suicídio. Segundo os investigadores, a vítima foi imobilizada, baleada e teve o corpo manipulado após a morte, além de haver indícios de demora no acionamento do socorro, o que levanta suspeitas de tentativa de ocultação de provas.

Denúncias contra Geraldo Neto

O caso também passou a incluir denúncias de assédio sexual e moral contra o oficial, feitas por outras policiais militares. Os relatos reforçam a linha de investigação que busca entender não apenas o crime em si, mas o comportamento do suspeito ao longo dos últimos anos. O inquérito segue em andamento e novas provas continuam sendo analisadas.