A Justiça do Rio de Janeiro determinou, nesta segunda-feira (23), o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel. A decisão foi tomada após o adiamento do julgamento, provocado pela saída dos advogados de defesa de Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Jairinho, durante a sessão do júri.
O pedido foi apresentado pela defesa de Monique ainda no plenário, sob o argumento de excesso de prazo na prisão preventiva. Segundo os advogados, a ré estava detida há tempo superior ao considerado razoável, sem que houvesse conclusão do julgamento. A solicitação foi analisada pela juíza responsável pelo caso.
Decisão da juíza
Ao anunciar a decisão, a magistrada considerou que a manutenção da prisão se tornou ilegal diante das circunstâncias. “Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura-se manifestamente ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo na prisão”, afirmou. Com isso, foi determinada a expedição imediata do alvará de soltura.
Monique Medeiros estava presa desde 2023, acusada de participação no assassinato do filho, ocorrido em 2021. A defesa sustenta que ela não teve participação direta no crime e aponta Jairinho como o principal responsável pela morte da criança, tese que deve ser novamente debatida no julgamento.
O júri foi adiado e ainda não tem nova data definida. A Justiça determinou que a Defensoria Pública seja acionada para garantir a continuidade do processo caso haja novo abandono da defesa. O caso segue gerando grande repercussão e deve voltar à pauta judicial nos próximos meses.

Reação nas redes sociais
Muitos internautas reagiram negativamente à soltura de Monique Medeiros. “Absurdo, soltaram a omissa”, escreveu uma pessoa. “País da impunidade”, declarou outra pessoa. “Justiça do Brasil”, ironizou um terceiro.
