A morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, segue cercada de questionamentos. O caso ocorreu no bairro do Brás, na região central de São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil de São Paulo como feminicídio.
O marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, prestou novo depoimento e voltou a afirmar que não teve participação no crime. Ele sustenta que a morte teria sido um suicídio, versão que, segundo as autoridades, é contestada por provas reunidas ao longo da investigação. Diante dos indícios, ele teve a prisão preventiva decretada no dia 18 de março.
Coronel menciona falta de relações sexuais
Durante o depoimento, Geraldo Neto descreveu a rotina do casal no dia anterior à morte, relatando que os dois passaram horas discutindo a relação, embora, segundo ele, não tenham decidido pela separação. O militar também citou divergências envolvendo questões financeiras e diferenças pessoais que, de acordo com sua versão, afetavam o convívio.
Outro ponto mencionado foi a insatisfação com a frequência das relações íntimas, atribuída por ele a diferenças no desejo sexual. “A minha testosterona, no último exame agora feito no dia 30 de janeiro, deu 939, que na, nas, como que fala, nas tabelas lá do médico, é uma testosterona de um jovem de 16 a 21 anos. Imagine eu ali…“, disse o oficial. No entanto, mensagens trocadas entre o casal foram analisadas pela investigação e teriam contradito parte das declarações apresentadas. O delegado responsável identificou inconsistências entre os relatos mais recentes e versões anteriores dadas pelo suspeito.
Investigação segue com base em provas técnicas e contradições
O tenente-coronel ainda afirmou que tinha receio do comportamento da esposa e relatou episódios que, segundo ele, justificariam esse medo. Ele disse, inclusive, que costumava dormir com o quarto trancado por precaução. As declarações também estão sendo avaliadas no contexto das demais evidências reunidas. Atualmente, Geraldo Neto responde formalmente por feminicídio e fraude processual.
