A investigação sobre o furto de material biológico na Unicamp ganhou novos detalhes e revelou um deslocamento de aproximadamente 350 metros dentro da própria universidade. As amostras, que incluíam vírus como H1N1 e H3N2, foram levadas do Instituto de Biologia até laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos.
O caso veio à tona após a Polícia Federal identificar o desaparecimento do material em fevereiro e iniciar buscas dentro da instituição. As amostras foram localizadas cerca de 40 dias depois, em diferentes espaços da universidade, sem autorização para transporte.
Pesquisadora foi presa em flagrante, mas tem liberdade no dia seguinte
Uma pesquisadora, identificada como Soledad Palameta, foi presa em flagrante e responderá ao processo em liberdade. A investigação aponta que ela teve acesso aos locais com auxílio de outros profissionais, mesmo sem autorização formal para manipular ou transportar os materiais.
PF informou que não houve risco de contaminação externa
Apesar da gravidade da situação, a Polícia Federal afirma que não houve risco de contaminação externa. Todo o material permaneceu dentro das dependências da universidade e foi recuperado pelas autoridades, sendo posteriormente encaminhado ao Ministério da Agricultura. O vírus estava no laboratório de nível de biossegurança 3, o mais alto disponível no Brasil.
O episódio levanta questionamentos sobre segurança em laboratórios de alto nível de biossegurança no Brasil. As amostras envolvidas pertencem a uma categoria que exige protocolos rigorosos, o que torna o caso ainda mais sensível e relevante no campo científico.
