O policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, investigado pela morte da empresária Flávia Barros, de 38 anos, levava uma vida dupla, segundo apurações. Ex-diretor de um presídio na Bahia, ele era casado e pai de três filhos em outro estado. O relacionamento com a vítima havia sido oficializado poucos dias antes do caso, ocorrido em um hotel em Aracaju, após meses de convivência.
O crime veio à tona na manhã de domingo, após relatos de disparos no local. Policiais precisaram arrombar a porta do quarto, onde encontraram Flávia sem vida e o suspeito ferido. O Samu confirmou o óbito no local. Em seguida, ele foi socorrido e levado ao hospital, após tentar tirar a própria vida com a arma funcional, que foi apreendida.
Vida dupla e investigação em andamento
Após passar por cirurgia e estabilizar o quadro de saúde, o suspeito recebeu alta e foi submetido a exames periciais. Ele permanece custodiado em um presídio militar. A exoneração do cargo foi oficializada dias após o caso. As forças de segurança seguem investigando as circunstâncias e a motivação.
Informações preliminares indicam que a vítima não sabia da família do suspeito. A investigação apura se essa condição foi ocultada durante o relacionamento. O inquérito busca esclarecer a dinâmica dos fatos e reunir provas técnicas sobre o ocorrido no quarto.
Comoção e desdobramentos do caso
Flávia era conhecida em sua cidade, onde atuava como influenciadora digital e empresária. A viagem para Aracaju tinha como objetivo acompanhar um evento musical. Nas redes sociais, amigos e familiares lamentaram a morte, destacando o momento de felicidade vivido por ela dias antes.

O processo segue em andamento, com coleta de depoimentos e análises periciais. O suspeito permanece afastado das funções e sob custódia, aguardando os próximos passos da Justiça enquanto as autoridades tentam esclarecer todos os detalhes do caso.
