Novos desdobramentos no caso da morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxeram elementos que contradizem a versão apresentada pelo principal suspeito. A perícia realizada no celular da vítima indica que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, teria apagado mensagens trocadas entre o casal antes do crime.
O relatório técnico, concluído na quarta-feira (25), aponta que as conversas foram recuperadas por meio de procedimentos específicos, revelando conteúdos que não estavam mais disponíveis no aparelho do oficial. A ausência dessas mensagens no celular dele levantou suspeitas sobre possível manipulação após o ocorrido.
Celular foi acessado minutos após a morte de Gisele
De acordo com as investigações, o celular de Gisele foi manuseado e desbloqueado minutos após o disparo que causou sua morte. Para a Polícia Civil, esse teria sido o momento em que as mensagens foram deletadas, em uma tentativa de sustentar a versão apresentada pelo suspeito.
Os diálogos recuperados indicam um contexto diferente do alegado pelo tenente-coronel, que afirmou que a vítima não aceitava o fim do relacionamento. O conteúdo das mensagens, no entanto, aponta que Gisele demonstrava autonomia e disposição para encerrar o casamento de forma independente.

Investigação continua e Geraldo Neto virou réu
O caso segue em investigação e ganha novos contornos com as evidências técnicas reunidas até o momento. A análise detalhada dos dispositivos eletrônicos pode ser determinante para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a responsabilidade do suspeito no feminicídio. O tenente-coronel Geraldo Neto virou réu por feminicídio.
