A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta quinta-feira (26), uma nova etapa da investigação sobre a morte do empresário Adalberto Amarílio dos Santos Júnior, de 35 anos. O corpo foi encontrado em junho do ano passado dentro de uma escavação de cerca de três metros no Autódromo de Interlagos. Na ação mais recente, agentes do DHPP cumpriram mandados de busca e apreensão e recolheram celulares que serão analisados para esclarecer o caso.
Um segurança que trabalhava no evento de motocicletas onde o empresário foi visto pela última vez foi levado para prestar depoimento. Apesar disso, ninguém foi preso até agora. A principal linha de investigação considera a possível participação de profissionais que atuavam na segurança do local. Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após se despedir de um amigo e dizer que iria buscar o carro no estacionamento.
Perícia aponta causa da morte
O laudo do IML indicou que a causa da morte foi asfixia, possivelmente por compressão no tórax. Segundo a direção do DHPP, a vítima teria enfrentado um processo lento até o óbito. Quando foi encontrada, estava com poucas roupas e com um capacete na cabeça, o que levantou suspeitas sobre possíveis circunstâncias de violência antes da morte.
Testemunhas relataram que, no dia do desaparecimento, o empresário consumiu bebidas alcoólicas e substâncias ilícitas, apresentando comportamento agitado. O amigo que o acompanhava afirmou que não houve discussão entre eles. As investigações indicam que ele não chegou até o carro. O corpo só foi localizado dias depois, por trabalhadores que atuavam na obra.
Nova fase da investigação
Com os celulares apreendidos e novos depoimentos, a polícia pretende cruzar dados de localização e comunicação para reconstruir os últimos momentos da vítima.
Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento e a expectativa é que as análises técnicas ajudem a esclarecer autoria e motivação, após meses de apuração sem conclusão definitiva.
