O cantor Bruno Mafra, conhecido no estado do Pará por integrar a banda do ritmo tecnobrega Bruno e Trio, foi condenado pela Justiça. O artista foi julgado sob a acusação de ter cometido crimes de abuso íntimo contra as suas próprias filhas. A decisão desfavorável ao músico foi proferida em primeira instância, o que significa que ainda cabe recurso contra a sentença expedida.
De acordo com as informações que instruíram o processo judicial, as denúncias contra o réu são do ano de 2019. À época, as vítimas já eram adultas e decidiram procurar as autoridades para relatar que haviam sofrido violências cometidas pelo próprio pai quando ainda eram crianças.
Período dos crimes e locais dos abusos
O inquérito aponta que os delitos teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2011, na cidade de Belém, a capital do Estado do Pará. Nesse período, as filhas vítimas das acusações possuíam menos de 14 anos de idade. Conforme detalhado pelo Ministério Público, os episódios aconteceram mais de uma vez, de forma repetida e em locais diversos, incluindo a casa em que a família morava e dentro de um automóvel.
Materialidade comprovada e atuação da defesa
O magistrado responsável pelo caso destacou na sentença que as provas reunidas ao longo da investigação foram suficientes para comprovar a autoria e a materialidade dos crimes. Assim, os elementos documentais e testemunhais apresentados sustentaram a condenação inicial do vocalista pelos atos descritos na denúncia.
Em resposta à decisão, a defesa do artista, conduzida pelo escritório de advocacia do advogado Filipe Silveira, ressaltou que o processo judicial ainda não tem uma decisão definitiva. O representante legal frisou que a equipe jurídica continuará atuando no caso, prometendo que irão recorrer das acusações até a última instância para tentar provar o que o seu cliente alega.
