Foi isso que tenente-coronel preso pela morte da esposa teria feito com a filha da PM Gisele

Relato foi feito por testemunha que prestou depoimento à polícia durante a investigação da morte da PM Gisele

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As investigações sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana avançaram e revelaram novos detalhes sobre a relação entre a vítima e o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. De acordo com informações confirmadas no domingo (29), depoimentos prestados à corregedoria indicam que o militar mantinha um relacionamento conturbado com a família da esposa.

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Testemunhas ouvidas no inquérito afirmaram que o tenente-coronel não demonstrava boa convivência com a filha de Gisele e que, em ocasiões anteriores, teria apresentado comportamento agressivo. Ele teria agredido a menina de sete anos, de acordo com as testemunhas. Os relatos reforçam a linha de investigação que aponta para um histórico de conflitos dentro do ambiente familiar.

Comportamento depois da morte de Gisele

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o comportamento do suspeito após a morte da policial. Em interrogatório realizado anteriormente, ele afirmou que evitou comparecer ao velório da esposa justamente para não ter contato com os pais dela.

Inicialmente tratada como suicídio, a morte de Gisele passou a ser investigada como feminicídio após a análise de laudos periciais e depoimentos. Os exames indicaram inconsistências na versão apresentada pelo tenente-coronel, além de evidências que apontam para violência anterior ao disparo que causou a morte da vítima.

Tenente-coronel virou réu pela morte de Gisele

Com base no conjunto de provas reunidas, o militar foi indiciado e se tornou réu por feminicídio e fraude processual, permanecendo preso preventivamente. O caso segue sob investigação e é considerado complexo pelas autoridades, que buscam esclarecer todos os detalhes e garantir a responsabilização diante das evidências apresentadas.