O conflito no Oriente Médio chega ao 34º dia cercado de tensão crescente e movimentos estratégicos que preocupam a comunidade internacional. O destaque ficou para o novo posicionamento de Donald Trump, que abandonou o discurso de retomar o Estreito de Ormuz à força e passou a afirmar que a reabertura ocorrerá naturalmente após o fim da guerra, previsto por ele para as próximas semanas.
A mudança de tom foi interpretada por analistas como um possível sinal de flexibilização nas negociações de paz. Ainda assim, o Reino Unido reuniu representantes de mais de 40 países para discutir alternativas de reabertura do estreito, enquanto Emmanuel Macron declarou que não é realista forçar essa ação. Já a Rússia afirmou que a rota segue aberta para seus navios, reforçando o apoio ao Irã.
Ataques aumentam pressão e ampliam risco regional
Mesmo com discursos diplomáticos, os ataques continuam intensos. Trump divulgou um vídeo do que chamou de destruição da maior ponte do Irã, com ao menos oito mortos. Em resposta, o governo iraniano listou alvos estratégicos na região, incluindo estruturas em países como Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Israel.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra instalações ligadas aos Estados Unidos no Golfo. Paralelamente, a Embaixada americana no Iraque alertou para possíveis ataques de milícias pró-Irã em Bagdá nas próximas 24 a 48 horas, aumentando o clima de alerta máximo.
“Não há fim à vista”: líderes intensificam discurso de guerra
Mesmo com sinais de negociação, autoridades iranianas adotam postura firme. O comando militar declarou estar pronto para lutar, enquanto o presidente do Parlamento afirmou que milhões de cidadãos estão preparados para resistir a uma invasão terrestre.
No Líbano, o cenário também é crítico. O primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou que “não há fim à vista” para o conflito, que já deslocou cerca de 1 milhão de pessoas. Israel, por sua vez, elevou o tom e alertou que lideranças do Hezbollah pagarão um “preço extraordinariamente alto” pela escalada dos ataques.
