Preso acaba com a vida de outro, arranca língua da vítima e coloca dentro de marmita de comida em Minas Gerais

Detento é desmembrado dentro de cela em presídio de Muriaé, e colega confessa o crime.

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Um crime de extrema violência foi registrado na Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, localizada em Muriaé, na Zona da Mata mineira, onde um detento de 28 anos, identificado como Deyon Moura Santos, foi encontrado sem vida e desmembrado na manhã da última quinta-feira (2).

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De acordo com o Boletim de Ocorrência, a descoberta ocorreu durante a conferência matinal dos policiais penais, que se depararam com partes do corpo da vítima espalhadas pelo corredor e, dentro da cela 09, o corpo encontrava-se desmembrado, com a cabeça ao lado do tronco, um olho arrancado e a língua deixada dentro de uma marmita.

Colega de cela confessa a execução

O suspeito confesso do crime é o colega de cela Aldeir Souza Jardim, conhecido como Bila, que foi encontrado rindo na porta do local e assumiu ter cometido o crime na noite anterior utilizando uma faca artesanal feita com um pedaço de metal, uma lâmina de barbear e tiras de lençol.

Em seu depoimento, Bila relatou ter aplicado um mata-leão na vítima até o desmaio antes de executá-la e desmembrá-la, alegando como motivação uma suposta vingança por ter sofrido homofobia e por desconfiar que Deyon o havia denunciado ao Ministério Público por um outro óbito no qual ambos se envolveram em janeiro de 2026, além de mencionar supostas ameaças de membros da facção Comando Vermelho (CV).

Suspeito é posto em isolamento

Diante da situação, o suspeito foi imediatamente transferido para uma cela de isolamento, enquanto o corpo de Deyon, que possuía passagens pelo sistema prisional desde 2015, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade, e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou a abertura de um procedimento administrativo interno para apurar o caso, que seguirá sob investigação criminal da Polícia Civil.