O atacante Neymar, de 34 anos, tornou-se um dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter) nesta sexta-feira (3) após fazer uma dura reclamação contra a arbitragem de Sávio Pereira Sampaio. A polêmica teve início logo após o jogo do Santos contra o Remo, realizado na noite de quinta-feira (2) e válido pelo Campeonato Brasileiro.
Revoltado com a forte marcação que sofreu em campo e por ter recebido um cartão amarelo ao questionar o juiz, o ídolo santista concedeu uma entrevista ao canal Sportv na qual criticou a postura do profissional utilizando uma expressão que gerou bastante controvérsia.
Neymar reclama de arbitragem
Em seu desabafo, o jogador afirmou que sofreu uma entrada desleal nas costas no final da partida e que, ao ir reclamar após a terceira ou quarta falta do tipo, foi imediatamente punido com o cartão. Para expressar a sua insatisfação com a suposta intransigência do juiz, que segundo ele virava as costas e queria ser a figura principal do jogo, Neymar declarou que o árbitro havia acordado “de chico”.
Declarações de Neymar repercutem na internet
A utilização da expressão “tá de chico” rapidamente repercutiu de forma negativa, uma vez que o termo, usado popularmente para se referir ao período menstrual, é considerado problemático e machista. Especialistas apontam que a frase carrega um longo histórico de estigma e silenciamento, tentando esconder ou ridicularizar um ciclo natural do corpo feminino por meio do uso de um nome masculino.
No contexto em que foi empregada pelo atleta, a fala equivale a dizer que alguém “está de TPM”, um tipo de comentário pejorativo frequentemente utilizado para reduzir qualquer postura firme ou reclamação legítima de uma mulher a uma simples oscilação hormonal, invalidando a racionalidade de suas atitudes e opiniões.
Nas redes sociais, a declaração de Neymar acabou dividindo opiniões, com muitos usuários criticando o teor machista embutido na fala, enquanto outros perfis saíram em defesa do craque, ironizando a situação ao afirmar que a discussão deveria ser debatida no “tribunal de minúsculas causas”.
