A morte da policial militar Gisele Alves, em fevereiro, segue causando forte impacto na família, especialmente na filha de apenas 7 anos, que ainda tenta lidar com a ausência da mãe. Segundo relatos, a criança demonstra dificuldade em compreender o ocorrido e apresenta sinais de abalo emocional desde a tragédia.
De acordo com o advogado da família, o comportamento da menina evidencia o trauma causado pela perda repentina. A criança chegou a chamar pela mãe e não entende a ausência dela, informou a defesa. A situação mobiliza familiares, que têm se dedicado ao cuidado da criança, atualmente sob responsabilidade do pai e dos avós maternos.
Tenente-coronel segue preso
Enquanto a família enfrenta o luto, o caso segue em andamento na Justiça. O tenente-coronel acusado de envolvimento na morte permanece preso preventivamente desde 18 de março e responde pelo crime de feminicídio. A investigação aponta para a responsabilidade direta do militar, que aguarda os próximos desdobramentos judiciais.
Réu pelo crime receberá aposentadoria
Mesmo detido, o oficial teve sua aposentadoria confirmada e passou a integrar a reserva da Polícia Militar, com direito a remuneração mensal. A medida não interfere no processo criminal, mas levanta discussões sobre os mecanismos legais que permitem a manutenção de benefícios mesmo diante de acusações graves.
O caso continua gerando repercussão e comoção, principalmente pelo impacto na vida da criança, que enfrenta a perda da mãe em circunstâncias violentas. A expectativa é que o andamento do processo traga respostas à família e contribua para a responsabilização dos envolvidos.
