A filha da policial militar Gisele Alves, morta em fevereiro após ser atingida por um disparo na cabeça, começará a receber pensão previdenciária a partir de terça-feira (8). O benefício foi autorizado pela São Paulo Previdência e será destinado à criança de 7 anos, única dependente da agente, conforme previsto na legislação estadual.
O valor da pensão será de aproximadamente R$ 2.500 mensais, levando em consideração o tempo de serviço da policial, que atuou por cerca de 12 anos como soldado da Polícia Militar. De acordo com a lei estadual 1.354/2020, o pagamento será mantido até que a filha complete a maioridade, o que deve ocorrer em 2037.
Tenente-coronel receberá mais de R$ 20 mil
O benefício, no entanto, chama atenção pela diferença significativa em relação à remuneração do tenente-coronel acusado do crime. O militar, que atualmente está preso, teve a aposentadoria oficializada recentemente e deve receber cerca de R$ 20 mil mensais, valor quase dez vezes superior ao da pensão destinada à criança.
Segundo especialistas, a aposentadoria do oficial está vinculada ao tempo de contribuição ao sistema de proteção social dos militares, o que garante o pagamento mesmo diante de processos judiciais em andamento. A situação levanta debate sobre a legislação vigente e a disparidade entre os valores recebidos pelas partes envolvidas no caso.
Família entrou com pedido de pensão
O pedido de pensão foi protocolado pela família da criança no início de março e analisado pela entidade previdenciária, que autorizou o pagamento neste mês. Enquanto isso, o caso segue na Justiça, com investigações em andamento e grande repercussão devido às circunstâncias da morte da policial.
