A filha de 7 anos da policial militar Gisele Santana, morta com um tiro na cabeça, passará a receber a pensão a que tem direito a partir de quarta-feira (8). O benefício foi liberado após cerca de um mês desde o pedido feito pela família ao sistema previdenciário do estado de São Paulo.
O processo foi protocolado no dia 6 de março e analisado pelo órgão responsável, que confirmou o início do pagamento neste mês. A criança terá direito ao valor até atingir a maioridade, conforme previsto na legislação estadual que regula a previdência dos servidores públicos.
Aposentadoria do tenente-coronel
Enquanto a liberação da pensão levou semanas, o caso envolvendo o principal suspeito do crime chama atenção pela rapidez em outro aspecto. O tenente-coronel Geraldo Rosa Leite Neto, apontado como autor do disparo, teve sua aposentadoria aprovada em poucos dias, após solicitar a transferência para a reserva da Polícia Militar.
Direito à aposentadoria
O oficial, que está preso preventivamente desde terça-feira (18), deixou de receber salário da ativa, mas passou a ter direito à remuneração previdenciária. A aposentadoria foi publicada no Diário Oficial na quinta-feira (2), poucos dias após sua detenção, o que levantou questionamentos sobre a diferença de tratamento entre os dois processos.
Especialistas apontam que, mesmo na reserva, o militar ainda pode perder o posto e a patente, além dos vencimentos, caso haja condenação definitiva. Paralelamente, a família da policial tenta reconstruir a rotina após a tragédia, enquanto a filha da vítima inicia o recebimento do benefício que ajudará em sua manutenção.
