O tenente-coronel Geraldo Rosa Leite Neto, de 53 anos, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Santana, teve sua aposentadoria oficializada poucos dias após ser preso. A transferência para a reserva foi publicada na quinta-feira (2), no Diário Oficial, marcando uma reviravolta administrativa em meio ao andamento do processo criminal.
Segundo a defesa, a decisão de pedir aposentadoria foi pessoal e baseada no tempo de serviço já cumprido pelo oficial, que soma cerca de 30 anos na corporação. “Após ter cumprido, com êxito, sua missão na salvaguarda dos cidadãos”, declarou o advogado de Geraldo Neto, dele, Eugênio Malavasi em entrevista ao Metrópoles. O valor da aposentadoria será superior a R$ 20 mil.
Réu pela morte da PM Gisele está preso em São Paulo
O tenente-coronel já teria direito à reserva desde 2016, após atingir os requisitos necessários para deixar a ativa com remuneração previdenciária. A solicitação ocorreu após a suspensão do salário do militar, determinada no momento em que ele foi preso, na terça-feira (18).
Desde então, ele está detido no Presídio Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, enquanto responde às acusações de feminicídio e fraude processual. Apesar da ida para a reserva, a Secretaria de Segurança Pública esclareceu que o processo criminal segue normalmente e que a condição do militar não impede eventuais punições.
Punição para tenente-coronel
Caso seja condenado, ele poderá ser expulso da corporação e perder a patente, além de sofrer outras sanções previstas em lei. A perda da aposentadoria, no entanto, depende de decisão judicial definitiva. Paralelamente, o caso também é analisado em instâncias administrativas, como o Conselho de Justificação, que pode avaliar a permanência do oficial na instituição. O episódio continua sendo acompanhado de perto, diante da gravidade das acusações e da repercussão do caso.
