Salário de tenente-coronel acusado de feminicídio ultrapassou R$ 30 mil um mês antes da morte da PM Gisele

Bonificações fizeram salário do tenente-coronel Geraldo Neto se elevar no mês de janeiro.

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O salário do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves, chegou a ultrapassar R$ 30 mil mensais antes de sua prisão. Os valores elevados foram registrados com a inclusão de bonificações e adicionais previstos na carreira militar.

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Dados do Portal da Transparência apontam que, em determinados meses, como em janeiro deste ano, um mês antes da morte da PM Gisele Santana, o rendimento bruto do oficial chegou a R$ 34 mil. Esse montante inclui não apenas o salário base, mas também benefícios como abono permanência e outras indenizações, comuns para militares que já atingiram o tempo necessário para aposentadoria, mas seguem na ativa.

Abono especial

O abono permanência, por exemplo, é um incentivo pago a servidores que optam por continuar trabalhando mesmo após terem direito à aposentadoria. No caso do tenente-coronel, esse valor contribuiu significativamente para elevar os ganhos mensais antes da mudança para a reserva.

Salário do tenente-coronel foi suspenso

Com a prisão decretada no dia 18 de março, o salário da ativa foi suspenso, conforme regras da corporação. No entanto, poucos dias depois, o militar solicitou a aposentadoria, garantindo o acesso aos vencimentos previdenciários, ainda que em valores ajustados conforme a legislação vigente.

O caso reacende o debate sobre os altos salários no serviço público e os mecanismos que permitem a manutenção de rendimentos mesmo em situações judiciais graves. A discussão também envolve a dificuldade de interromper pagamentos já incorporados ao sistema previdenciário, o que depende de processos administrativos complexos e decisões judiciais definitivas.