Suzane von Richthofen relata violência doméstica em documentário e assume: ‘A culpa é minha’

Em nova produção da Netflix, a ex-detenta de Tremembé detalha a convivência com Manfred e Marísia e o impacto da relação com Daniel Cravinhos.

PUBLICIDADE

Mais de duas décadas após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, um dos casos criminais mais emblemáticos da história do Brasil ganha um novo e surpreendente capítulo.

PUBLICIDADE

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo homicídio dos pais, decidiu romper o silêncio e contar a sua versão dos fatos num novo documentário da Netflix.

A produção, que surge na sequência do sucesso da série Tremembé, promete trazer detalhes inéditos sobre a infância de Suzane, a sua relação familiar e a sua visão sobre o planejamento e execução do crime ocorrido em 2002.

Revelações de Infância

Segundo informações antecipadas pelo jornalista Ulisses Campbell, Suzane aceitou relatar a sua trajetória desde os primeiros anos de vida. Nas gravações, ela descreve episódios de uma infância aparentemente comum, mas pontuada por momentos de tensão.

Uma das revelações mais impactantes é o relato de uma suposta agressão que presenciou quando criança: Suzane afirma ter visto o pai enforcar a mãe contra a parede durante uma discussão. Foi horrível, declarou ela na entrevista para a produção.

‘A culpa é minha’: o arrependimento e a versão sobre o crime

Embora mantenha a afirmação de que não participou no planejamento direto da execução — levada a cabo pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos —, Suzane assume, pela primeira vez de forma tão pública, a sua responsabilidade no desfecho trágico.

A culpa é minha. Claro que é minha, afirmou a ex-detenta no documentário. Ela também aborda a sua relação com Daniel Cravinhos na época, um namoro que não era aceito pelos pais e que é apontado como um dos principais catalisadores do crime, juntamente com o interesse na herança da família.

Atualmente em regime aberto desde 2023, Suzane tenta reconstruir a sua vida fora das grades do presídio de Tremembé. O documentário não se limita ao passado, explorando também o seu presente, como o casamento e empreendedorismo da ex-detenta.