O depoimento da policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, trouxe novos detalhes sobre a morte de Thawanna Salmázio, na zona leste de São Paulo. A agente afirmou às autoridades que agiu em legítima defesa após ser agredida durante uma abordagem.
Segundo a versão apresentada pela policial, a vítima teria invadido seu espaço pessoal e desferido tapas durante uma discussão. Diante da situação, a soldado afirmou que tentou conter a mulher com empurrões e chutes, mas que a reação não foi suficiente para interromper o avanço.
Relato da policial que atirou em Thawanna
Ainda conforme o depoimento, a policial relatou que temeu que Thawanna tivesse acesso à sua arma, o que motivou o disparo. A versão foi incluída no inquérito que investiga o caso e será analisada pelas autoridades responsáveis pela apuração.
Por outro lado, o marido da vítima, Luciano Gonçalves Santos, apresentou uma narrativa diferente. Ele negou que a companheira tenha tentado pegar a arma da policial e afirmou que não houve agressão que justificasse o disparo, reforçando a divergência entre os relatos.
Investigação policial
O caso segue sendo investigado pelo DHPP e também pelo Ministério Público. Testemunhas já foram ouvidas e relataram ter presenciado a discussão, o que pode contribuir para esclarecer o que de fato ocorreu naquela madrugada do último dia 3 de abril em uma rua de um dos bairros mais populares da cidade de São Paulo, a Cidade Tiradentes. A família da vítima clama por Justiça, enquanto a policial foi afastada das ruas.
