A aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, também gerou indignação pelo impacto financeiro que a medida representa. A família da vítima, Gisele Alves Santana, questiona o fato de o oficial continuar recebendo salários pagos com recursos públicos.
O advogado José Miguel da Silva Júnior destacou que a decisão não é apenas jurídica, mas também moral. Para ele, é inaceitável que um acusado de um crime tão grave mantenha benefícios enquanto o caso ainda está em andamento. Ainda não há prazo para o julgamento de Geraldo Neto.
Advogado falou sobre pagamentos de impostos e citou os pais de Gisele
A crítica se intensifica ao considerar que os próprios familiares da vítima contribuem com impostos que ajudam a financiar esses pagamentos. O argumento tem ganhado força nas discussões públicas sobre o caso. O defensor reforçou o posicionamento ao falar sobre a situação.
“Por outro lado, a gente não acha justo esse cidadão que cometeu um crime tão bárbaro continuar recebendo valor às custas da população, inclusive dos pais da Gisele que pagam seus tributos”, afirmou o representante da família enlutada. Gisele morreu no dia 18 de fevereiro. O marido dela foi preso um mês depois.
Tenente-coronel segue preso e pode ser demitido da PM
Mesmo com a aposentadoria concedida, o processo disciplinar segue em andamento e pode levar à demissão do oficial que segue preso no presídio Romão Gomes, na cidade de São Paulo. A discussão sobre privilégios e responsabilidade institucional continua sendo um dos pontos centrais do caso.

