A decisão de colocar na reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, provocou reação imediata da defesa da família da policial militar Gisele Alves Santana. O advogado responsável pelo caso voltou a questionar o que considera privilégios concedidos ao oficial mesmo diante da gravidade da acusação.
Segundo o criminalista José Miguel da Silva Júnior, a rapidez com que o pedido de aposentadoria foi analisado levanta dúvidas sobre a conduta da Polícia Militar. Ele comparou o caso com outros processos dentro da corporação, que costumam demorar mais tempo para serem concluídos.
Advogado reclamou da rapidez para aposentar tenente-coronel
O advogado destacou que há policiais que enfrentam dificuldades para obter benefícios semelhantes, mesmo em situações de saúde. A comparação reforça a tese de tratamento desigual, especialmente em um caso que envolve acusação de feminicídio.
Além da crítica à celeridade, a defesa também questiona o impacto financeiro da decisão. Para a família da vítima, a manutenção de um salário elevado ao acusado representa uma situação injusta, já que o pagamento é feito com recursos públicos, de todo pagador de impostos.
Avanço do caso envolvendo Geraldo Neto
O caso segue repercutindo e deve avançar tanto na esfera criminal quanto administrativa. A expectativa é de que o conselho de justificação da PM avalie a permanência do oficial na corporação, podendo resultar em sua exclusão definitiva. Ainda não há data para julgamento do tenente-coronel réu pela morte da esposa.

