A decisão de encerrar a própria vida de forma assistida levou a brasileira Célia Maria Cassiano até a Suíça, um dos poucos países que permitem esse tipo de procedimento para estrangeiros. O que também chamou atenção, além da escolha delicada, foi o alto custo envolvido. Para ter acesso ao processo legal, ela precisou desembolsar cerca de R$ 65 mil, valor que não inclui despesas com viagem e estadia.
O procedimento, permitido pela legislação suíça, exige uma série de etapas rigorosas. Entre elas estão avaliações médicas e psicológicas, análise de documentos e a comprovação de que a decisão foi tomada de forma livre e consciente. Após a morte, autoridades locais ainda verificam todo o processo antes de autorizar os trâmites legais, como a cremação do corpo.
Doença incurável atingiu Célia
Diagnosticada com uma doença neurodegenerativa progressiva, Célia viu sua autonomia ser reduzida ao longo dos meses. Mesmo com a consciência preservada, ela enfrentava dificuldades crescentes para realizar atividades básicas do dia a dia, o que pesou diretamente em sua decisão.
Brasileira falou sobre custo do procedimento
O custo elevado do procedimento também foi reconhecido pela própria brasileira, que destacou o privilégio de poder arcar com esse tipo de escolha. “Eu sou uma privilegiada, porque isso é muito caro”, disse.
O caso reacende o debate sobre o acesso à morte assistida e as desigualdades envolvidas nesse tipo de decisão. Sem regulamentação no Brasil, quem busca esse caminho precisa sair do país e enfrentar não apenas questões éticas e legais, mas também barreiras financeiras significativas.

