Mulher ganha R$ 1,4 milhão após beber 15 doses de tequila em cruzeiro e não se lembrar de nada; saiba como

A enfermeira Diana Sanders processou a Carnival Cruise Line após receber relatos divergentes da tripulação sobre o dia anterior.

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Um tribunal federal em Miami determinou que a Carnival Cruise Line pague US$ 300 mil, cerca de R$ 1,4 milhão, para uma passageira de cruzeiro. A decisão concluiu que a empresa teve 60% da responsabilidade no caso da enfermeira Diana Sanders, de 45 anos, servida com bebidas alcoólicas mesmo apresentando sinais de embriaguez. Os jurados atribuíram 40% da culpa à viajante, fixando o valor compensatório por danos emocionais e angústia mental.

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O evento ocorreu em 5 de janeiro de 2024, em uma viagem de três dias, saindo de Los Angeles, no navio Carnival Radiance. A cliente comprou um pacote promocional da companhia que permite o consumo de até quinze bebidas em um período de 24 horas. Segundo os registros do processo, a mulher consumiu quinze doses de tequila em pouco mais de oito horas, transitando por quatro bares diferentes da embarcação.

Processo de Diana Sanders contra a Carnival por excesso de bebida

Os autos apontam que, após ingerir as últimas doses no bar do cassino e se separar das amigas, a cliente caiu em uma escada. A ação detalha a situação: “Ela estava cambaleando, gaguejando, falando com a voz enrolada, com cheiro de álcool no hálito e agindo de forma agressiva, enquanto estava à vista dos tripulantes que serviam essas bebidas alcoólicas.” A companhia, que pretende recorrer da sentença, alegou que a mulher não demonstrava desequilíbrio e que treina seus funcionários para interromper o serviço nestes casos.

Após a queda, a equipe de segurança foi acionada e escoltou a mulher até sua cabine. A viajante relatou ter perdido a consciência e despertado em uma área restrita aos funcionários do navio. Ela processou a empresa para ter acesso às imagens das câmeras de segurança. Em um vídeo no TikTok, a enfermeira explicou a motivação: “Eu acordei depois de apagar e fui até a tripulação pedir ajuda e pedir que me contassem o que tinha acontecido, e isso foi extremamente frustrante. Eles me deram informações conflitantes.

Relatos da passageira de cruzeiro sobre a equipe do Carnival Radiance

A busca por representação legal ocorreu porque a cliente considerou que a equipe da embarcação não foi transparente sobre os fatos ocorridos durante seu período de inconsciência. A mulher afirmou que recebeu versões diferentes sobre o acidente que a levou ao setor exclusivo da tripulação. Em um desabafo nas redes sociais, ela descreveu a interação com os trabalhadores da empresa: “Eles me trataram como se eu fosse uma criminosa. Eu fiquei muito preocupada que eles não fossem me contar exatamente o que aconteceu comigo.