Este é o valor do aumento salarial de policial que matou mulher em SP; PM nega promoção da ex-estagiária

Policial passou de estagiária a soldado e Secretaria de Segurança Pública emitiu nota oficial.

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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, passou por uma mudança funcional pouco tempo após se envolver em uma ocorrência que terminou com a morte de uma mulher em São Paulo. A efetivação como soldado foi publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (17), duas semanas depois do episódio que resultou na morte de Thawanna Salmázio.

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Yasmin receberá aumento de R$ 480. A Secretaria de Segurança Pública emitiu nota com detalhes sobre o caso. “A Polícia Militar esclarece que não houve qualquer promoção da policial citada, que permanece afastada de suas funções”, diz o comunicado.

Detalhes da morte de Thawanna

O caso aconteceu na Zona Leste da capital paulista, durante a madrugada, quando a vítima caminhava com o marido. Após um contato com uma viatura, houve uma discussão entre os policiais e o casal. Em meio à confusão, Yasmin efetuou um disparo que atingiu o peito da mulher.

Imagens registradas por câmera corporal mostram o momento de tensão logo após o tiro. Um dos policiais questiona a colega sobre o ocorrido. “Você atirou? Você atirou nela? Por quê, ca***?”, disse. A policial respondeu que teria reagido após um suposto tapa recebido durante a discussão.

Adequação salarial

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que não houve promoção, mas sim uma adequação salarial prevista em lei, que unificou a nomenclatura da carreira. Segundo o órgão, a policial permanece afastada das funções enquanto o caso é investigado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios.

Especialistas apontam possíveis falhas na abordagem, indicando que a ação teria fugido dos protocolos estabelecidos. O caso segue sob investigação, enquanto a morte de Thawanna levanta debates sobre preparo policial e uso da força em situações de conflito.