Fim das buscas: corpo de Pétala é localizado enterrado no quintal do ex-padrasto; ela tinha apenas 7 anos

Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga o caso de Pétala Yonah como vicaricídio após confissão do suspeito preso no local de trabalho.

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A pequena Pétala Yonah Silva Nunes, uma menina de 7 anos que estava desaparecida desde a tarde de domingo, foi localizada sem vida na segunda-feira. O corpo da criança estava enterrado no quintal da residência de seu ex-padrasto, situada no conjunto Leningrado, no bairro Guarapes, na zona oeste de Natal. A vítima havia saído de sua casa no dia anterior e não retornou, o que motivou buscas iniciais por parte de familiares e moradores da região onde a família reside.

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Agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) localizaram o suspeito em seu ambiente de trabalho na manhã de segunda-feira, efetuando a prisão. Durante o depoimento prestado às autoridades, o ex-padrasto confessou que cometeu violência íntima contra a enteada e, em seguida, tirou a vida da criança. Informações do inquérito apontam que a vítima residiu na mesma casa que o homem, junto com sua mãe e seu irmão, até o mês de janeiro deste ano.

Investigação sobre o ex-padrasto da menina de 7 anos em Natal

As autoridades policiais conduzem a investigação sob a tipificação de vicaricídio, uma qualificação recente no ordenamento jurídico brasileiro. Em nota oficial sobre o andamento do inquérito, a corporação explicou a motivação presumida do ato: “As investigações apontam que o crime pode estar relacionado à chamada violência vicária — prática em que o agressor atinge pessoas próximas da mulher com o objetivo de causar sofrimento psicológico. Nesse contexto, o caso é tratado como vicaricídio”.

Essa tipificação penal entrou em vigor no mês de abril, logo após a sanção presidencial de um novo pacote de medidas voltadas ao combate da violência doméstica no país. A legislação atual estabelece que condenações por esse tipo de infração podem resultar em penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão para o infrator. A aplicação dessa lei visa punir de forma mais severa atos cometidos contra dependentes ou familiares como forma de retaliação à figura materna.

Próximos passos da Polícia Civil no caso de Pétala Yonah

O andamento do caso permanece sob a responsabilidade investigativa da Polícia Civil do estado, que trabalha para reunir todos os elementos probatórios necessários para a conclusão do inquérito. A Polícia Científica foi acionada para realizar os exames periciais de praxe, que serão fundamentais para determinar as circunstâncias exatas em que a criança faleceu. Os laudos técnicos complementarão a confissão já registrada pelas autoridades de segurança pública.