Os médicos achavam que era apenas estresse, mas o diagnóstico grave mudou tudo e ela perdeu a visão

Paciente britânica perdeu parte da visão devido ao crescimento rápido de um câncer cerebral agressivo inicialmente confundido com cansaço.

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A britânica Libby Woolaston, de 32 anos, moradora da cidade de Wolverhampton, na Inglaterra, recebeu o diagnóstico de um tumor cerebral agressivo após meses de investigação médica imprecisa. Os primeiros sinais da condição surgiram em meados de 2024, manifestando-se por meio de dores de cabeça contínuas. Durante as consultas iniciais, os profissionais de saúde atribuíram o desconforto a fatores cotidianos, como menopausa precoce, alterações hormonais e até mesmo a um quadro emocional delicado.

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A persistência das dores levou a paciente a buscar novas avaliações, mas as respostas continuaram minimizando a gravidade da situação. Em uma das ocasiões, um dos especialistas sugeriu que a rotina familiar poderia ser a origem do problema físico. O médico questionou a paciente com a seguinte frase: “Você não acha que são seus filhos causando dor de cabeça”. Mesmo quando os exames detectaram uma anomalia inicial, a equipe médica informou que a massa era ligeiramente maior que o normal, descartando a necessidade de intervenção imediata.

Crescimento do tumor cerebral de Libby Woolaston

O cenário clínico sofreu uma alteração drástica em um curto período, evidenciando a agressividade da patologia. Em apenas um mês, os exames de imagem registraram um salto no tamanho da massa, que passou de aproximadamente 1,5 centímetro para mais de 5 centímetros. Esse crescimento acelerado fez com que a estrutura pressionasse o nervo óptico da paciente, resultando na perda da visão de um dos olhos. Diante da piora progressiva e dos novos sintomas, a equipe médica encaminhou a moradora de Wolverhampton para uma investigação neurológica aprofundada.

A intervenção cirúrgica para a remoção da massa durou cerca de quatro horas e foi determinante para o diagnóstico correto. A biópsia confirmou a presença de um tumor rabdoide teratoide atípico, conhecido pela sigla AT/RT. Trata-se de um câncer cerebral classificado como grau 4, o nível mais alto de agressividade, que se desenvolve no sistema nervoso central. De acordo com o instituto Brain Tumour Research, essa variação da doença é considerada extremamente rara em adultos, sendo diagnosticada com maior frequência em crianças pequenas.

Tratamento do câncer cerebral na Inglaterra

O protocolo de tratamento estabelecido para combater a doença incluiu ciclos de quimioterapia combinados com cerca de 30 sessões de radioterapia. Após a conclusão das etapas terapêuticas, avaliações médicas realizadas em fevereiro de 2026 indicaram que a paciente estava livre das células malignas. Atualmente, ela segue em processo de recuperação contínua e adaptação à sua nova rotina, lidando com as sequelas físicas permanentes deixadas pela compressão do nervo óptico, especificamente a perda parcial da capacidade visual.