A Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 32 anos suspeito de manter uma mulher torturada em Itapetininga, no interior do estado de São Paulo. A detenção ocorreu na última quarta-feira, na região central do município, após a vítima de 28 anos conseguir escapar da residência onde as agressões aconteciam. O indivíduo é investigado por mutilar, agredir fisicamente e tatuar a companheira contra a vontade dela, fatos que motivaram a expedição do mandado judicial.
A fuga aconteceu no momento em que o suspeito adormeceu devido ao uso de medicamentos de controle especial. Após sair do imóvel, a jovem entrou em contato com o irmão, que a auxiliou no deslocamento até a delegacia para registrar a ocorrência. Durante as diligências na casa localizada na Rua João Adolfo, os agentes de segurança e os peritos da Polícia Científica localizaram marcas de sangue na cama, local onde a vítima relatou ser amarrada durante os atos de violência.
Investigação sobre a mulher torturada em Itapetininga
No interior da residência, as autoridades apreenderam diversos itens utilizados nas agressões, incluindo lâminas de barbear, estimulantes sexuais de origem animal e um gancho metálico, que era empregado para violência íntima. O delegado Franco Augusto Costa Ferreira, responsável pelo inquérito, detalhou o início de um dos episódios relatados pela jovem.
Além das lesões provocadas pelos objetos cortantes e das tatuagens feitas de forma compulsória, os laudos apontam que a vítima sofreu queimaduras causadas por cigarros. O inquérito policial revela que o agressor registrava os atos por meio de fotografias e mantinha a companheira sob constante ameaça, chegando a declarar que ela devia a própria alma a ele. O histórico do casal indica um relacionamento de 11 anos, com um término recente seguido de uma reconciliação em janeiro deste ano.
Prisão preventiva do suspeito no interior de São Paulo
Com base nos elementos recolhidos na cena do crime e no depoimento prestado, a Justiça determinou a prisão preventiva do indivíduo, que agora permanece à disposição do sistema judiciário. Os materiais apreendidos na residência foram encaminhados para análise laboratorial, visando complementar o conjunto probatório do inquérito conduzido pela delegacia local. O processo segue os trâmites legais para a conclusão das investigações e posterior encaminhamento ao Ministério Público.

