Um homem de 39 anos foi detido no município de Cerquilho, no interior de São Paulo, após a descoberta de que ele utilizava câmeras ocultas para registrar imagens íntimas de sua enteada de 18 anos. A captura do suspeito ocorreu na quarta-feira, no bairro Residencial Di Napoli, depois que a própria jovem localizou os dispositivos de gravação escondidos na residência onde moravam e procurou as autoridades. A Polícia Civil iniciou as diligências imediatamente após receber os equipamentos na delegacia local.
Os aparelhos de filmagem foram posicionados de maneira estratégica pelo padrasto, embutidos em equipamentos eletrônicos comuns e até mesmo no interior da central de disjuntores do imóvel. Os agentes de segurança interceptaram o indivíduo enquanto ele se deslocava para o seu local de trabalho. No momento da abordagem, o homem negou as acusações e permitiu que os investigadores verificassem seu aparelho celular pessoal, acreditando que não encontrariam provas.
investigação da Polícia Civil sobre câmeras ocultas
Apesar da tentativa de ocultar os rastros, a equipe policial localizou arquivos comprometedores na lixeira do dispositivo móvel. Foram recuperados vídeos que mostravam a jovem sem roupas, momentos em que ela trocava de vestimenta e registros dela na companhia do namorado. O delegado Emerson Jesus Martins, responsável por conduzir o inquérito, informou que as apurações continuam para identificar a possível venda desse material na rede mundial de computadores e a existência de outras mídias com conteúdo adulto infantojuvenil.
Para aprofundar a coleta de provas, os equipamentos eletrônicos do suspeito passarão por uma análise técnica detalhada. O objetivo das autoridades é recuperar dados que possam ter sido excluídos permanentemente pelo usuário antes da prisão.
Crimes investigados após prisão de padrasto no interior de São Paulo
O inquérito policial abrange múltiplas infrações penais devido à gravidade das ações cometidas dentro do ambiente familiar. As autoridades avaliam o enquadramento legal do suspeito com base nas evidências digitais coletadas e no depoimento da vítima. Detalhando a tipificação das condutas ilícitas em apuração, o delegado explicou: “O caso é investigado por violência contra a mulher e violência psicológica, além de possíveis crimes previstos no artigo 216-B do Código Penal, que trata da produção ou registro de nudez sem consentimento, e no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionado ao armazenamento de conteúdo de nudez envolvendo menores de idade”.

