Um adolescente espancado em Santos, no litoral paulista, precisou de atendimento médico após ser alvo de um grupo na madrugada de terça-feira. O episódio ocorreu no bairro Gonzaga. A vítima de 17 anos aguardava um colega quando foi puxada e colocada no centro de uma roda. Os agressores exigiam que o rapaz apagasse uma suposta gravação de uma garota que perdeu a consciência após ingerir bebida alcoólica.
Mesmo negando a autoria do registro e afirmando que estava sendo confundido, o menor foi empurrado contra uma parede. Com medo de roubo, ele evitou tirar o celular do bolso. Diante da recusa, os envolvidos iniciaram os ataques com puxões de cabelo, tapas com as mãos abertas, puxões em suas vestes e empurrões. O rapaz tentou escapar correndo para a avenida Ana Costa, mas foi alcançado, prensado contra uma vitrine, atingido por uma joelhada no estômago e um soco no queixo.
Investigação sobre o adolescente espancado em Santos
A situação teve uma pausa quando um motorista parou o automóvel para prestar socorro. O jovem entrou no carro, contudo, os agressores cercaram o veículo e o arrastaram para fora pela camisa. O grupo conseguiu tomar o telefone da vítima. Nesse instante, o condutor interveio, solicitou a devolução do aparelho e se comprometeu a abrir a galeria de imagens na frente de todos. A verificação confirmou que não existia nenhum arquivo relacionado à garota no dispositivo.
Antes de liberar o rapaz, um dos integrantes do grupo desferiu um último tapa no rosto da vítima e a intimidou dizendo que havia gravado a cara dele. O jovem buscou auxílio em um pronto-socorro, recebeu cuidados e foi liberado. A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) do município. As autoridades informaram que, até o momento, nenhum dos envolvidos na agressão foi identificado, assim como o verdadeiro responsável pela filmagem não foi localizado.
Depoimento na Central de Polícia Judiciária
Durante o depoimento, o rapaz descreveu o primeiro indivíduo que o abordou como um homem de pele escura, cabelo raspado, cerca de 1,70 metro de altura e com uma frase tatuada no pescoço. A mãe do menor relatou aos investigadores que o local do evento operava de forma clandestina, sem alvará. A mulher declarou ainda que o espaço fornecia bebidas alcoólicas para o público jovem sem restrição de idade, classificando o ataque contra o filho como uma tentativa de tirar a vida do rapaz.

