A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu uma suspeita de 37 anos após ela tentar envenenar marido de 61 anos dentro do Hospital Santa Marta, localizado em Taguatinga Sul. O paciente estava internado na Unidade de Terapia Intensiva quando a equipe assistencial notou alterações clínicas incompatíveis com seu quadro de saúde. Durante o atendimento, os profissionais de saúde encontraram vestígios de uma substância tóxica letal na cavidade oral da vítima, acionando imediatamente os protocolos de segurança da instituição e as autoridades policiais para investigar a ocorrência.
A detenção ocorreu na residência da autora, no mesmo dia do crime, por agentes da 21ª Delegacia de Polícia. Durante a revista pessoal, os investigadores localizaram na mochila e na sacola utilizadas pela suspeita diferentes tipos de raticidas, tanto em formato líquido quanto sólido. Entre os itens apreendidos para perícia estavam dois frascos alaranjados contendo material granulado, além de outras embalagens comerciais de veneno. A prisão em flagrante foi posteriormente convertida em preventiva pelo poder judiciário local.
Depoimento de Jozielly sobre tentar envenenar marido no DF
Durante o interrogatório oficial, Jozielly Pereira Viana da Silva confessou a autoria do crime e relatou ter adquirido os produtos químicos de forma clandestina nas ruas. A suspeita justificou a ação afirmando que o companheiro apresentava comportamento agressivo e fazia ameaças constantes contra ela e seus familiares, incluindo promessas de incendiar a residência do casal. Em seu depoimento, a mulher detalhou a aquisição do material: “Comprei de uma pessoa por fora, no mesmo dia que fui no hospital”.
A administração da unidade de saúde foi fundamental para a descoberta do ato ilícito. A corporação policial confirmou a dinâmica dos fatos por meio de nota oficial: “O plantão policial da 21ª DP foi acionado, mediante comunicação realizada pela administradora, após ter encontrado material semelhante a substância venenosa na cavidade oral de um paciente de 61 anos”. Câmeras de segurança do centro médico registraram o momento em que a autora passou pela recepção carregando os pertences onde os produtos químicos estavam escondidos.
Estado de saúde do paciente após tentativa de assassinato
A vítima sobreviveu à ingestão dos produtos químicos, mas permanece internada em estado grave e necessita de suporte de ventilação mecânica para respirar. A comercialização do produto granulado utilizado no crime configura delito contra a saúde pública, com pena prevista de um a três anos de reclusão, uma vez que o item não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A instituição médica reiterou que mantém monitoramento clínico contínuo e treinamento de suas equipes para identificar precocemente qualquer alteração fora do padrão esperado nos pacientes.

