A reconstrução dos acontecimentos envolvendo o desaparecimento da família Aguiar revela uma sequência de fatos que, segundo a polícia, indicam planejamento e tentativa de encobrir um crime grave. A cronologia começa ainda no início de janeiro, quando Silvana de Aguiar buscou ajuda do Conselho Tutelar por questões envolvendo o ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, apontado como principal suspeito.
No dia 24 de janeiro, Silvana foi vista pela última vez. No mesmo dia, uma publicação em suas redes sociais informava que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. A investigação posterior revelou que a postagem foi falsa e teria sido usada para despistar o desaparecimento. Imagens de câmeras de segurança registraram movimentações suspeitas de veículos na casa da vítima naquela noite, levantando ainda mais dúvidas sobre o que realmente ocorreu.
Pais da vítima também desapareceram
Já no dia 25, os pais de Silvana, preocupados com a situação, saíram em busca da filha. Eles chegaram a procurar ajuda policial, mas não conseguiram registrar ocorrência naquele momento. Horas depois, foram vistos entrando em um carro e desapareceram sem deixar rastros. A partir daí, o caso passou a ser tratado como crime, descartando hipóteses iniciais como sequestro. Os corpos não foram encontrados.
Investigação do desaparecimento
Nos dias seguintes, a investigação avançou com a coleta de provas. Vestígios de sangue foram encontrados na casa de Silvana, e o celular da vítima foi localizado escondido em um terreno baldio. A análise do aparelho indicou que ele nunca esteve em Gramado, contrariando a versão divulgada anteriormente. A quebra de sigilo telefônico também apontou movimentações suspeitas do ex-marido.
Com base nas evidências, Cristiano foi preso temporariamente no dia 10 de fevereiro e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. A linha do tempo construída pelos investigadores reforça a tese de um crime premeditado e articulado, com múltiplas etapas para enganar familiares e dificultar o trabalho das autoridades.

