FGTS pra quitar dívida vai pro lixo e Lula aposta em novo Desenrola

Equipe econômica esbarrou em entraves jurídicos e prepara nova fase do programa de renegociação para 2026.

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Após semanas de discussão nos bastidores, o governo federal abandonou a ideia de permitir o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater dívidas. A equipe econômica concluiu que a operação esbarra em entraves jurídicos e dificilmente passaria por um teste no Judiciário.

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Com o plano arquivado, o Palácio do Planalto resolveu jogar suas fichas em uma nova fase do programa Desenrola. A definição final está marcada para a próxima segunda (27), em reunião do ministro da Fazenda em exercício, Dario Duringan, com a cúpula dos grandes bancos em São Paulo.

Desenrola volta com cara nova e mira famílias fora das fases anteriores

A nova etapa do programa de renegociação foi desenhada como tábua de salvação para milhões de brasileiros que ficaram fora das rodadas anteriores. A ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Ministério da Fazenda foi clara: oferecer condições agressivas de refinanciamento e impedir que o orçamento das famílias quebre no meio do mês.

O Desenrola, criado durante a campanha de 2022, voltou ao centro da agenda econômica. A área técnica corre contra o tempo para fechar o desenho final do programa antes do encontro com os bancos e definir um calendário público de adesão.

Por que o FGTS foi descartado e o que muda para o consumidor

Para o governo, o socorro aos endividados virou prioridade número um do primeiro semestre de 2026. A leitura interna é que o alto endividamento alimenta a insatisfação popular e ameaça o consumo durante o período de campanha. Com o FGTS fora da equação, o foco passa a ser a renegociação direta no banco, com regras mais amplas que devem ser anunciadas após o encontro de segunda.