O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu entrada na sexta (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde passou por dois procedimentos médicos. Em coletiva realizada na manhã do mesmo dia, a equipe responsável informou que foi identificado um carcinoma basocelular, tipo mais comum de câncer de pele. O comportamento do tumor não é considerado agressivo.
De acordo com os médicos Roberto Kalil, Ana Helena Germoglio e Cristina Abdalla, o carcinoma basocelular representa cerca de 75% dos casos de câncer de pele não melanoma e está associado à exposição solar crônica. O diagnóstico ocorreu durante a avaliação para a retirada de uma queratose, um acúmulo de pele na região da cabeça do presidente.
Como foi a internação de Lula no Sírio-Libanês
Além da cauterização da lesão, Lula também passou por uma infiltração no polegar da mão direita para tratar uma tendinite. Segundo a equipe médica, os procedimentos foram considerados simples e realizados sem intercorrências. O presidente chegou a São Paulo na noite de quinta (23) e não cumpriu compromissos oficiais na sexta por causa das intervenções.
A previsão é de que Lula permaneça em repouso ao longo do fim de semana, sem necessidade de restrições mais severas. Até o momento, não há confirmação sobre a divulgação de novos boletins médicos. O histórico recente inclui artroplastia do quadril e blefaroplastia em 2023, além de cirurgia de emergência por hemorragia subdural, em dezembro de 2024, após queda no Palácio da Alvorada.
O que é o câncer de pele identificado em Lula
O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele e costuma ter evolução lenta, com altas taxas de cura quando descoberto cedo. A principal causa está ligada à exposição prolongada ao sol ao longo da vida. Em janeiro deste ano, Lula passou por cirurgia de catarata no olho esquerdo e, em fevereiro, fez um procedimento a laser para retirar excesso de pele na cabeça, região onde agora foi identificado o tumor.

