Crime em Pontal abala interior de SP: jovem de 20 anos é atacada pelo pai de amiga após rejeição

Geniane Pereira tinha apenas duas semanas na cidade quando foi alvo do dono da casa em que estava hospedada com a amiga, segundo a polícia.

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A jovem Geniane Pereira, de 20 anos, foi atacada a facadas na manhã de sexta (24), no centro de Pontal, interior de São Paulo. O autor do ataque é Cleomar, pai de uma amiga da vítima, que vivia na mesma casa que ela. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu em via pública, depois que ele descobriu que Geniane havia conhecido um possível interesse na cidade.

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A vítima era natural de Turmalina, em Minas Gerais. Geniane havia se mudado para Pontal no dia 10 de abril ao lado da filha do agressor em busca de trabalho. As duas estavam hospedadas na residência do suspeito, que também é da mesma cidade mineira e já conhecia a família da jovem.

Geniane Pereira foi alvo de investidas, dizem testemunhas em Pontal

O delegado responsável pelo caso, Claudio Messias, afirmou que ouviu testemunhas que descreveram a vítima como cordial e educada. Essa postura, segundo a polícia, foi interpretada de forma equivocada pelo suspeito. Os relatos apontam que ele já havia feito investidas anteriores, todas rejeitadas, e teria ultrapassado limites em pelo menos uma ocasião, com contato físico sem consentimento.

Dias antes do ataque, Geniane e a filha de Cleomar comentaram com ele que haviam conhecido um possível interesse amoroso na região. A informação provocou ciúmes e revolta no agressor, que passou a tratar as duas com agressividade, ofensas e comportamento hostil. As jovens chegaram a planejar deixar a casa, mas o crime aconteceu antes da mudança.

Polícia trata caso de Pontal como motivação torpe e busca Cleomar

A filha do suspeito estava ao lado da amiga quando ele se aproximou e desferiu os golpes em via pública. Em seguida, Cleomar fugiu do local e ainda não foi localizado pelas autoridades. A polícia classificou a motivação como torpe e segue apurando os passos do suspeito desde o dia do ataque. O caso reacendeu o debate sobre denúncias de assédio e o risco de comportamentos obsessivos contra mulheres.