Os irmãos Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael Reis Lago (4 anos) completaram 110 dias desaparecidos na sexta (24). As crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro, quando saíram de casa para brincar no povoado quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão. Desde então, a família vive uma rotina marcada por buscas e ausência de respostas.
O sumiço repentino mobilizou moradores, equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários, que vasculharam áreas de mata, poços e propriedades vizinhas. Mesmo com o esforço logo nas primeiras horas, nenhuma pista concreta sobre o paradeiro das crianças apareceu até agora, e a comunidade segue sem ter para onde apontar.
Polícia Civil ainda investiga sumiço de Ágatha e Allan em Bacabal
A Polícia Civil do Maranhão informa que mantém o inquérito aberto e que diversas frentes foram apuradas, mas o caso permanece em impasse. A ausência de testemunhas presenciais no momento exato do desaparecimento dificulta a reconstrução dos passos dos irmãos antes do sumiço, segundo a equipe responsável pelas buscas no povoado.
A mãe das crianças, Clarice Cardoso, vive uma rotina marcada pela angústia e pela dor da incerteza. Nas redes sociais, ela compartilha o desespero da espera e cobra publicamente respostas, ao mesmo tempo em que mantém viva a busca pelos filhos diante da comunidade quilombola e de autoridades locais.
Caso de Bacabal segue sem testemunha presencial, e família mantém apelo
A Polícia Civil reforça que qualquer informação, por menor que pareça, pode ser fundamental para resolver o caso. Os canais de denúncia anônima continuam abertos. Enquanto isso, Bacabal completa mais uma semana marcada pela espera por Ágatha e Allan, em um dos episódios mais dolorosos da segurança pública maranhense em 2026.

