Uma confusão envolvendo estudantes e pré-candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro acabou em troca de empurrões na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, na tarde de quarta (22). A briga se espalhou pelas redes sociais e levou a UFMG a se manifestar publicamente sobre o ocorrido nas dependências do campus.
Os pré-candidatos Douglas Garcia e Marília Amaral estavam em frente à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) gravando vídeos. A dupla propunha um desafio: quem conseguisse provar que o presidente Lula seria “melhor para o Brasil” receberia um pagamento em dinheiro. A ação foi vista por alunos que passavam pelo local e provocou reação imediata.
Douglas Garcia e Marília Amaral relatam agressão e equipamentos levados na UFMG
Com o aumento da tensão, gritos e protestos deram lugar a empurrões e agressões. Vídeos circularam nas redes sociais com cenas de troca de acusações entre os envolvidos. O Diretório Acadêmico da Fafich afirma que os pré-candidatos teriam usado gás de pimenta contra estudantes, versão que a assessoria da dupla nega categoricamente.
Marília Amaral disse que o grupo foi atacado por um número maior de pessoas, relatou ferimentos leves e classificou a situação como uma agressão. Douglas Garcia afirma que tentou proteger a colega durante a confusão e também foi atingido. A equipe dos pré-candidatos diz ainda que equipamentos foram levados durante o tumulto e que medidas legais serão adotadas.
UFMG reforça regras e diz que visita não foi comunicada antes do incidente
Seguranças da universidade pediram que os dois deixassem o local. A visita não havia sido previamente comunicada à instituição, segundo os próprios envolvidos. A UFMG ressaltou em nota que seus espaços são abertos ao debate público, mas que mobilizações com potencial de conflito devem seguir os procedimentos institucionais para preservar a convivência no campus.

