Influenciador na eleição 2026 cai em armadilha que pode acabar em multa e cassação

Justiça Eleitoral aperta o cerco a criadores contratados para promover candidatos e mira até páginas de memes.

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As eleições de 2026 chegam com regras mais duras para a atuação de influenciadores digitais. A Justiça Eleitoral entende que criadores de conteúdo não podem ser contratados para fazer propaganda de candidatos nem impulsionar mensagens de campanha em redes sociais, sob risco de multas pesadas e até cassação.

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A legislação brasileira é clara: influenciadores não podem receber qualquer tipo de pagamento ou firmar contratos para promover candidatos ou pedir votos em suas plataformas. A prática é considerada irregular e pode gerar sanções tanto a quem produz quanto a quem financia o conteúdo, mesmo que disfarçado de opinião pessoal.

Influenciador pode opinar, mas não pode receber e nem impulsionar conteúdo na eleição 2026

Apesar das restrições, criadores têm o direito de expressar opiniões, seja de apoio ou crítica, desde que ajam de maneira espontânea, como cidadãos comuns. O conteúdo, porém, não pode ser impulsionado nem gerar monetização. Apenas candidatos, partidos e coligações estão autorizados a investir em impulsionamento, e isso só nos canais oficiais. Para o especialista em marketing político Paulo Loiola, há uma zona cinza difícil de fiscalizar. “Você pode usar [o influenciador] para uma causa, para [promover] organizações, uma prefeitura, para gestão pública, mas não pode usar para campanha. Agora, como é que controla isso?”, questiona.

Quando há entendimento de propaganda eleitoral indevida, as penalidades atingem candidatos, partidos e coligações, indo de multas e retirada do conteúdo até cassação de candidatura e inelegibilidade por abuso de poder. Os criadores também não escapam: podem ser multados por divulgar propaganda irregular e responder na esfera criminal se compartilharem informações falsas.

Páginas de memes entram na mira da Justiça Eleitoral em 2026

A fiscalização vai além dos perfis pessoais e alcança páginas de memes e entretenimento, muitas com milhões de seguidores. Esses canais costumam misturar humor com mensagens políticas, o que complica a identificação. Como funcionam como empresas digitais, há ainda a vedação legal de participação de pessoas jurídicas em campanhas. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que tem investido em ações educativas, com a websérie “V de Verdade” e parcerias com Google, Kwai e Meta para frear a desinformação.