As autoridades dos Estados Unidos confirmaram que o ataque a tiros ocorrido em um jantar oficial em Washington tinha o presidente Donald Trump como possível alvo. A informação foi dada pelo procurador-geral interino, que apontou indícios de que o atirador queria atingir pessoas ligadas diretamente à administração federal.
O suspeito identificado como Cole Thomas Allen foi preso depois de abrir fogo contra um agente do Serviço Secreto em um posto de controle no hotel Washington Hilton. O local recebia o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca quando o tiroteio começou. Allen deve ser formalmente acusado de agressão e tentativa de homicídio contra agente federal.
Como foi o ataque contra Trump no jantar oficial
Os disparos aconteceram em uma área de segurança que dava acesso direto ao salão onde estavam autoridades, incluindo o presidente e Melania Trump. Trump e a primeira-dama foram retirados às pressas do local, junto com outros integrantes do governo. O agente atingido foi socorrido a tempo e já recebeu alta hospitalar. Allen carregava uma espingarda, uma pistola e facas no momento da ação.
A motivação do ataque ainda não foi esclarecida. Investigadores afirmam que o suspeito não cooperou com a polícia logo após a prisão. Indícios coletados até agora apontam para um possível “lobo solitário”, agindo sem apoio de grupos. Em declarações públicas, Trump descreveu o homem como “perturbado” e mencionou um suposto manifesto com teor anticristão encontrado pelas autoridades.
Trump e a nova onda de ataques contra autoridades
O episódio acontece em meio a uma forte polarização política nos Estados Unidos. Desde 2024, Trump já foi alvo de outras tentativas de ataque, incluindo um incidente em comício na Pensilvânia. Após o novo caso, autoridades reforçaram a necessidade de medidas adicionais de segurança em eventos oficiais. O ataque também reacendeu o debate sobre a construção de um espaço mais protegido dentro da Casa Branca para receber grandes eventos.

