Bolsonaro completa um mês de prisão domiciliar e bastidores expõem rotina dura do ex-presidente

Restrições de visita, afastamento de Michelle do PL Mulher e pedido de nova cirurgia marcam o período em casa.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa nesta segunda (27) um mês em prisão domiciliar, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou o ex-mandatário do presídio da Papuda. Apesar do ambiente mais confortável, a rotina é marcada por isolamento severo e restrições rígidas de contato.

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Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e foi transferido para casa em março, por autorização do ministro Alexandre de Moraes, depois de uma internação por pneumonia provocada por crises de soluço.

Como está a rotina de Bolsonaro na prisão domiciliar

Mesmo em casa, o ex-presidente segue com regras pesadas. Apenas médicos e advogados têm acesso livre, enquanto os filhos podem visitá-lo duas vezes por semana, em períodos limitados. As visitas de aliados políticos, antes frequentes, foram proibidas. Pessoas próximas dizem que, apesar da melhora física, o isolamento tem afetado o humor do ex-presidente.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a concentrar os esforços no cuidado do marido e se afastou das articulações políticas. Ela deixou o comando do PL Mulher e reduziu agendas ligadas à pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Michelle é responsável por administrar a medicação em horários diferentes, acompanhar a alimentação e a rotina doméstica. Um pedido para que um familiar ajudasse nos cuidados foi negado pela Justiça.

Saúde de Bolsonaro e pedido de nova cirurgia

O quadro de saúde evoluiu de forma positiva, com redução nas crises de soluço, mas persistem dores no ombro. A defesa solicitou autorização para uma nova cirurgia e ainda aguarda resposta. Há preocupação com o risco de infecções, principalmente por causa do contato com os animais e do ambiente doméstico, o que mantém a equipe médica em atenção redobrada. No campo político, aliados apontam que a limitação de visitas atrapalha articulações eleitorais e o senador Flávio Bolsonaro tem atuado como principal interlocutor.