Funcionários que faziam manutenção no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, em Belo Horizonte (MG), interromperam o serviço na sexta (25) depois de encontrar restos mortais em uma área com vegetação densa. A descoberta acionou rapidamente a Polícia Militar e a Polícia Civil, que isolaram o local. O caso vem mobilizando moradores da região do Barreiro pelo nível de violência envolvido na ocorrência.
As primeiras suspeitas apontam que o corpo pode ser de Ketlen Moreira Soares (23), desaparecida desde o dia 3 de abril. Familiares foram chamados a uma unidade policial no bairro Flávio Marques Lisboa e fizeram um reconhecimento preliminar a partir de uma tatuagem na perna. A confirmação oficial, porém, ainda depende dos resultados periciais, incluindo análise de DNA e exame odontológico.
Como o corpo de Ketlen Moreira Soares foi encontrado em parque de BH
A vítima apresentava sinais de violência extrema. Segundo relatos da ocorrência, partes do corpo estavam separadas e havia indícios de mutilação, em estado avançado de decomposição. Especialistas avaliam que a ação pode ter ocorrido há pelo menos duas semanas, prazo que coincide com o período em que Ketlen estava desaparecida. A perícia agora trabalha para entender se todas as lesões foram provocadas pelo agressor ou se parte foi causada por animais.
O Parque Ecológico Roberto Burle Marx é uma área usada por moradores para lazer, atividades ao ar livre e até ensaios fotográficos. A rotina do local foi interrompida e agentes experientes classificaram a cena como impactante. O 41º Batalhão da Polícia Militar fez o isolamento e, em seguida, a Polícia Civil iniciou os trabalhos técnicos para preservar evidências. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da capital.
Família de Ketlen relatou agressão antes do desaparecimento da jovem
De acordo com parentes, Ketlen havia voltado para casa dias antes de sumir apresentando indícios de agressão física. Em seguida, ela saiu novamente e nunca mais manteve contato. A família registrou o desaparecimento e procurou ajuda da polícia para tentar localizá-la. Agora, a investigação avança em duas frentes: confirmar a identidade da vítima e identificar quem pode ter cometido o crime.

