A Justiça brasileira deu um novo rumo ao caso envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana. O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o processo será julgado pela Justiça comum, e não pela Justiça Militar, como inicialmente cogitado.
A decisão foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que entendeu que se trata de um crime doloso contra a vida. Com isso, o caso será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dessa natureza. O oficial responde por feminicídio e fraude processual.
Morte da PM Gisele
O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro, quando Gisele foi encontrada gravemente ferida no apartamento do casal, localizado na região do Brás, em São Paulo. Ela chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos causados por um disparo de arma de fogo.
Inicialmente tratado como suicídio, o caso teve reviravolta após perícias indicarem inconsistências na versão apresentada. A Polícia Civil concluiu que a dinâmica dos fatos não correspondia à hipótese inicial, o que levou à prisão do oficial e ao avanço das investigações.
Decisão do Superior Tribunal de Justiça
Com a decisão do STJ, o processo segue agora na Justiça comum, reforçando a gravidade das acusações. A defesa da família da vítima avalia que o entendimento fortalece a busca por responsabilização, enquanto o caso segue repercutindo como mais um episódio de violência doméstica envolvendo agentes de segurança pública.

