Vítima de bala perdida em 2003, vereadora se despede aos 42 anos com legado de quase 200 leis sobre inclusão

Trajetória política da parlamentar transformou dor pessoal em luta por direitos de pessoas com deficiência.

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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro divulgou na noite da segunda-feira (27) uma nota de pesar pela partida da vereadora Luciana Novaes (Novaes), aos 42 anos. O Legislativo destacou a trajetória da parlamentar como exemplo de luta, coragem e dedicação ao serviço público.

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Segundo o comunicado, Luciana Novaes transformou a própria dor em propósito e construiu uma atuação marcada pela perseverança, sempre com foco na inclusão e na defesa de direitos. Durante o mandato, a parlamentar se destacou pela sensibilidade social e pela escuta ativa da população.

Luciana Novaes deixou cerca de 200 leis voltadas à inclusão

Ao longo da trajetória como vereadora, Luciana foi responsável por quase 200 leis, com destaque para iniciativas voltadas a pessoas com deficiência, idosos e cidadãos em situação de vulnerabilidade. A atuação firme em defesa desses grupos consolidou o nome da parlamentar como uma das principais vozes da inclusão na política carioca.

Em nota, a Câmara afirmou que “o Rio de Janeiro perde uma grande mulher, mas seu legado permanece vivo na memória da cidade e no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”. A parlamentar virou símbolo de resistência por causa da história de vida que a marcou ainda muito jovem.

Bala perdida em 2003 mudou a vida de Luciana Novaes

Em 2003, enquanto cursava Enfermagem, Luciana foi atingida por uma bala perdida dentro de um campus universitário no bairro Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. O episódio a deixou tetraplégica e mudou completamente sua rotina. A partir daquele momento, a futura vereadora passou a enfrentar limitações físicas e desafios diários, além do preconceito, e transformou tudo isso em motivação para lutar por acessibilidade, dignidade e direitos para pessoas com deficiência.