Cuidado no ônibus: golpe do vômito distrai passageiros e esvazia bolsos em segundos

Criminosos sujam vítimas com líquido pastoso para desviar a atenção e levar aparelhos.

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Usuários de ônibus na capital paulista registraram uma tática para subtração de celulares, conhecida como golpe do vômito. A estratégia consiste em jogar uma substância pastosa na vítima e, sob o pretexto de limpar a sujeira, um comparsa realiza o furto. O influenciador Guilherme Giaretta sofreu a investida. “O homem falava em espanhol, repetia que uma criança de colo estava ali atrás e ela tinha acabado de vomitar. Eu estava tão em choque que minhas costas estavam cheias de vômito que eu nem consegui pensar razoavelmente. […] O homem puxava a minha camiseta e falava: ‘Não, eu vou limpar. Ele pegou um lencinho e ficava limpando”.

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A prática atingiu outras pessoas em diferentes linhas. A profissional de mídias sociais Eloise Oliveira passou pela situação na região da Mooca. Já a influenciadora Mirian Almeida perdeu o aparelho no Terminal São Mateus. 

Investigação sobre o golpe do vômito 

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) identificou dois registros de subtração de telefones com esse modo de operação. Os episódios estão sob análise do 78º e do 28º Distrito Policial. A pasta orientou a população sobre os procedimentos de segurança em casos de abordagens suspeitas no transporte coletivo. 

O método de sujar o alvo para desviar o foco possui precedentes internacionais, documentado desde a década de 1990 com o uso de mostarda. O engenheiro Edson Kaneko enfrentou uma abordagem similar na Argentina, em 2013, quando uma mulher afirmou que a roupa de sua esposa estava suja com fezes de pássaro. Ele notou a atitude suspeita da pessoa que ofereceu ajuda imediata com um lenço, desconfiando da falsa gentileza em um ambiente desconhecido.

Variações da fraude da sujeira relatadas por Edson Kaneko

Na ocasião vivenciada pelo engenheiro, o crime não foi concretizado porque o casal recusou a assistência da desconhecida, optando por higienizar a roupa no hotel. Relatos indicam que a tática de distração já foi aplicada contra turistas em cidades como Quito, Santiago, Estocolmo e Barcelona.