A Polícia Civil prendeu um homem de 40 anos, na segunda-feira (27/4), em Caracaraí, Sul de Roraima. Ele é investigado por violência sexual contra a enteada, hoje com 15 anos e grávida devido aos atos. A adolescente sofria as agressões desde os oito anos de idade. Na operação, os agentes cumpriram um mandado de busca para localizar uma arma supostamente usada para intimidar parentes da jovem e recuperaram documentos pessoais dela que estavam retidos irregularmente.
A dinâmica familiar mudou após o desaparecimento da mãe da vítima, em dezembro de 2025, durante um naufrágio no Baixo Rio Branco. Apenas o investigado e um garoto de 10 anos sobreviveram à tragédia. Após o episódio, o suspeito, que também é pai registral da adolescente, levou a jovem para Manaus. No novo endereço, a violência sexual tornou-se semanal e, em alguns períodos, quase diária, sendo presenciada por irmãos mais novos em locais isolados de pesca.
Investigação de violência sexual
O delegado titular de Caracaraí, Bruno Gabriel Bezerra Costa, explicou que o inquérito demonstrou um contexto sistemático de agressões. Sobre o trabalho policial, a autoridade declarou: “Trata-se de um caso de extrema gravidade, marcado por abusos continuados, manipulação psicológica, ameaças e completo desprezo pela dignidade da vítima”.
O inquérito detalha que o homem utilizava estratégias de coerção, oferecendo presentes e dinheiro para manter o silêncio da jovem. A retenção da documentação pessoal era outra tática empregada para restringir a liberdade da adolescente. Os investigadores descobriram ainda que o suspeito tentou atrapalhar as apurações ao registrar um boletim de ocorrência com informações falsas contra a vítima e seus familiares, visando retirar a credibilidade das denúncias.
Prisão preventiva do homem em Roraima e decisão da Justiça
Com base nos elementos colhidos durante a investigação, a Justiça da Comarca de Caracaraí expediu o mandado de prisão preventiva contra o indivíduo. A medida cautelar foi fundamentada na necessidade de garantir a ordem pública e proteger a integridade física e psicológica da adolescente. Na manhã de terça-feira (28/4), o homem passou por uma audiência de custódia, na qual o magistrado responsável decidiu pela manutenção da privação de liberdade do investigado.

